Ter um negócio próprio e trabalhar com o que gosta é o sonho de muitas mulheres. É claro que esse tipo de empreendimento demanda dinheiro, paciência e muito estudo de mercado para ver se o risco valerá a pena. Além disso, se você já trabalha, não é fácil decidir deixar uma carreira estabelecida e apostar todas as fichas em outra.
Qualquer tipo de ocupação é cansativa e tem suas partes chatas. Mas, se o empreendimento for a sua cara e estiver dando resultados, como não ficar satisfeita, não é mesmo?
É o caso da estudante Camila Gadioli, de São Paulo. Ela era estagiária de marketing de uma empresa na capital e deixou o trabalho para trás com o propósito de abrir uma loja de roupas, na Vila Madalena. Ela e as irmãs, que sempre amaram o mercado da moda, abriram o negócio, e Camila se tornou a gerente do novo empreendimento. “O maior incentivo veio delas e dos meus pais, que confiaram muito em mim para assumir essa posição.” Sem contar os amigos, que acreditavam muito no potencial da estudante.
Dá para unir cansaço e correria com satisfação? A organizadora de casamentos Loretha Rocha, de São Paulo, sabe exatamente que isso é possível. Sua vida profissional mudou muito, desde os horários até o envolvimento com as pessoas. “Fico imensamente encantada em saber que faço um trabalho com muita paixão, dedicação, amor e responsabilidade.”
Prova disso é que até a sua vida pessoal mudou para melhor. Antes, Loretha trabalhava em uma grande rede de supermercados até começar a organizar o seu casamento, em 2007, e ver que tinha jeito para o negócio. O trabalho no supermercado era estável, mas não lhe dava satisfação ao final do dia. Hoje, ela idealiza os casamentos de acordo com o perfil, desejos e expectativas dos noivos e consegue ver isso concretizado no momento do “sim”. Além dos noivos, os convidados também são uma ótima referência, pela alegria que transparece naturalmente ao final do evento. “Não meço esforços para fazer o casamento dos sonhos.”
Receio em arriscar
Medo é um sentimento normal para quem está nessa empreitada. Tanto Camila quanto Loretha ficaram receosas em trocar o certo pelo duvidoso. “Estudei, estudo e conheço amplamente o mercado em que trabalho, então aquelas dúvidas iniciais passaram rapidamente”, diz a consultora de casamentos. Outro bom motivo que ajudou Camila a eliminar grande parte do temor foram as conversas com os seus parceiros, que acreditaram muito no potencial da empresa.
O negócio que você planeja abrir deve ser analisado com cuidado para, no final, dar tudo certo. Procure ajuda especializada de consultores, de outros empresários ou do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Empreendedorismo também significa arriscar, mas não de olhos fechados, como alerta Camila.
A sensação de cuidar de um negócio próprio é incrível, porque você tem o direito de fazer exatamente aquilo que gosta. E o retorno dos seus clientes é um incentivo a mais na grande empreitada. “Acredito que deva ser como ter um filho: você não quer desgrudar e fica o tempo todo atento para ver se não falta nada”, compara Camila.
Poucas pessoas têm o privilegio que Camila e Loretha conquistaram. Além de ser o seu próprio chefe, você pode trabalhar com o que mais ama na vida. Busque sempre a sua felicidade e faça o que realmente gosta. Se estiver trabalhando em uma grande empresa, e não gosta muito da sua área, converse com o seu chefe e tente um departamento que tenha mais a sua cara. Você não precisa necessariamente possuir um negócio só seu para ser feliz.
Se montar um empreendimento próprio é o seu objetivo, estude o mercado e corra atrás de seu sonho. Acredite no seu potencial. Faça seu desejo se realizar. Quanto mais feliz você for, mais vai conseguir transmitir felicidade e harmonia a todos que estão a sua volta.
Fonte: Incorporativa
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